Toda a gente sabe como o mercado para os recém-licenciados
está nesta em Portugal, e por isso, posso dizer que chegar aos 22 anos e estar numa
empresa que tem tudo a ver comigo não podia ser melhor.
E com o que vou dizer a seguir toda a gente me vai querer
crucificar… mas é verdade é que eu tenho 22 anos (quase 23 vá…) o que significa
uma coisa muito simples: todos os dias tenho de provar o meu valor, e todos os
dias quando chego a casa do escritório estou estoirada e só me apetece
atirar-me para cima da cama e ficar lá até ao dia seguinte. Ou seja, não tenho
a vida que todos os jovens de 22 anos têm. O dia é variado entre casa e
escritório, chegar a casa fazer jantar e almoço para o dia seguinte, e quando
isto tudo acaba já estou cheia de sono outra vez. Há um ano andava na
universidade, sem horários, sem muitas responsabilidades, acordava às horas que
me apetecia, ir sair à noite durante a semana. Mas mais uma vez se prova que os
portugueses nunca estão satisfeitos.
Agora aprendi a ser responsável, e sinceramente não tenho
saudades da vida que tive antes nem me arrependo das escolhas que fiz, mas
ficamos sempre a pensar que aquele mundo que tínhamos acabou. E agora chega a
Semana Académica, vamos dois ou três e apercebemo-nos que realmente já não
pertencemos ali, e que tudo o que nos acontece tem o seu momento próprio e que
cada período da nossa vida deve ser aproveitado ao máximo. Aproveitei a
universidade, mas não me imagino continuar a fazer vida de universitário depois
de tudo acabar.
Às coisas são para ser vividas no momento certo e com as
pessoas certas, e essas continuam sempre lá e quando lá voltar os dois ou três
dias sei que as vou reencontrar, e que vamos voltar a ter a mesma cumplicidade
que tínhamos há um ano, mas os momentos nunca voltarão a ser os mesmos.
Por: NS
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