sábado, 28 de janeiro de 2012

Feriado sim, Feriado não.


"O 5 de Outubro e o 1 de Dezembro, respectivamente Implantação da República e Restauração da Independência, vão sair da lista de feriados obrigatórios, de acordo com a proposta que o Governo vai apresentar aos parceiros sociais e que ontem foi anunciada pelo ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira. 
A proposta inclui ainda a eliminação de dois feriados religiosos – Assunção de Maria (15 de Agosto) e Corpo de Deus (assinalado a uma quinta-feira, 60 dias após a Páscoa).
Quanto à escolha dos feriados, Álvaro Santos Pereira justificou-a alegando que "não haveria muito mais alternativas", porque o Governo não queria acabar com os outros feriados civis." in Correio da Manhã, 27 de Janeiro

Terminar com alguns feriados foi uma das soluções dadas pelo Governo português para enfrentar a crise, uma questão que já deu muito que falar.
Os pensamentos dividem-se: por outro lado há quem defenda fielmente que os feriados não devem ser cortados, por outro lado há quem diga que os portugueses passam bem sem todos os feriados.

Na verdade os feriados não deixarão de existir, só mudará a forma como passamos o feriado. Isto é, continuará a ser feriado, mas passado a trabalhar. O espírito mantém-se, será sempre 5 de Outubro, 1 de Dezembro, 25 de Abril e todos os outros dias comemorados no nosso país, só deixará de ser possível estarmos presentes em comemorações que marquem o dia.

 Quando vos dizem «Amanhã é feriado!» o que é que vocês pensam?
a) Tem razão, amanhã é um dia bastante importante para o nosso país, comemora-se a Implantação da República.
b) Que bom! Posso ficar em casa.
c) Que pena amanhã terei de trabalhar e gostava tanto de ir à sessão de comemoração deste feriado organizada pela Câmara Municipal.

A questão é: o total de população portuguesa que participa nas comemorações dos feriados é maior do que o total de população que se sente satisfeita que seja feriado porque será um dia sem trabalhar?

Não esqueçamos que teremos de contribuir para melhorar o estado do nosso país, por isso é necessário incrementar medidas que aumentem a produtividade dos recursos humanos de qualquer organismo. E como fazer isso se não trabalharmos mais? É necessário definir estratégias para reestruturar Portugal, partindo de todos.
Acredito que argumentos todos teremos bastantes para defender o nosso ponto de vista sobre este assunto, mas o mais certo é chegar-se a um consenso que sirva para proteger a população - de despedimentos, falecimentos, reduções de ordenados - e não que satisfaça uma minoria.

Quanto à escolha do Governo em cortar determinados feriados e não outros, o esclarecimento pode ser lido acima e não traz nada de novo. 
Para os que defendem a existência de feriados como antes, espera-se que não haja mais cortes de feriados. Para quem acha que o feriado pode perfeitamente ser passado a trabalhar, aguarda-se que mantenham este espírito.

E para que possa construir a sua própria opinião sobre este assunto, deixo uma questão: Não será mais justo acabar com alguns feriados do que despedir muitas pessoas ou entrar em falência?


Por: FM

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